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South on the Ruta 40

From the Valle de Uco, the route picks up the Ruta Nacional 40 just north of Pareditas, the small junction settlement that serves as the obligatory transit point between Mendoza and San Rafael. There is fuel at Pareditas if needed before the long run south.

South of Pareditas, the Ruta 40 enters one of its most compelling stretches. The section between here and Malargüe, paved in its current form only since 2019, replaced a detour through San Rafael and shortened the journey by 100 kilometres. The road runs through a transition zone — the valley's irrigation giving way to dry plains, the mountains growing larger and more abrupt to the west, and the vegetation thinning to scrub. This is the northern edge of the Payunia volcanic field, and the evidence accumulates as the kilometres pass: dark basalt lava flows, extinct cones on the horizon, and the occasional anomalous black formation interrupting the pale desert soil.

For much of the drive south from roughly halfway between Pareditas and Malargüe, white plastic cylinders become a recurring feature in the pampa on either side of the road — spaced out in a regular grid extending to the horizon in every direction. These are the surface detectors of the Pierre Auger Observatory, the largest cosmic ray detector in the world, which covers 3,000 square kilometres of Pampa Amarilla. The array consists of 1,600 water-filled Cherenkov tanks, each equipped with electronics, solar panels, and communications antennae, spread in a triangular grid with 1.5 kilometres between each unit. At the legal speed limit, it takes roughly an hour to pass through the full extent of the array — a sense of scale that is itself a kind of exhibit. The observatory, a collaboration of 17 countries and around 350 scientists, studies ultra-high-energy cosmic rays: particles arriving from deep space at velocities approaching the speed of light, carrying energies far beyond anything produced by accelerators. The atmospheric conditions of southern Mendoza — altitude between 1,200 and 1,400 metres, minimal light pollution, extreme dryness — were decisive in the site selection.

The town of Malargüe appears at the end of the drive without ceremony: a modest provincial centre on the Ruta 40, at an elevation of around 1,408 metres (4,620 feet), flanked by bare volcanic hills and with the Andes close to the west. Fuel at the YPF La Cordillera on the way into town; provisions from the Vea supermarket as needed.

Hacia el sur por la Ruta 40

Desde el Valle de Uco, la ruta se une a la Ruta Nacional 40 poco antes de llegar a Pareditas, el pequeño cruce que funciona como punto obligado de tránsito entre Mendoza y San Rafael. En Pareditas hay combustible disponible si es necesario antes del largo tramo hacia el sur.

Al sur de Pareditas, la Ruta 40 entra en uno de sus tramos más notables. La sección que va desde aquí hasta Malargüe, pavimentada en su forma actual apenas desde 2019, sustituyó un desvío por San Rafael y acortó el recorrido en 100 kilómetros. La ruta atraviesa una zona de transición: el riego del valle cede paso a llanuras áridas, las montañas se elevan y se tornan más abruptas hacia el oeste, y la vegetación se reduce a arbustos dispersos. Se trata del borde septentrional del campo volcánico de Payunia, y la evidencia se acumula a medida que avanzan los kilómetros: flujos de lava basáltica oscura, conos extintos en el horizonte, y formaciones negras ocasionales que interrumpen el suelo desértico pálido.

Durante buena parte del trayecto hacia el sur desde aproximadamente la mitad del camino entre Pareditas y Malargüe, cilindros blancos de plástico se repiten en la pampa a ambos lados de la ruta, dispuestos en una cuadrícula regular que se extiende al horizonte en todas direcciones. Se trata de los detectores de superficie del Observatorio Pierre Auger, el mayor detector de rayos cósmicos del mundo, que abarca 3.000 kilómetros cuadrados de la Pampa Amarilla. La instalación consta de 1.600 tanques de agua equipados con detectores Cherenkov, cada uno con electrónica, paneles solares y antenas de comunicación, distribuidos en una malla triangular con 1,5 kilómetros entre cada unidad. A la velocidad legal permitida, toma aproximadamente una hora atravesar la extensión completa de la instalación: una perspectiva de escala que en sí misma constituye una experiencia reveladora. El observatorio, fruto de la colaboración de 17 países y alrededor de 350 científicos, estudia rayos cósmicos de energía ultra alta: partículas que llegan del espacio profundo a velocidades cercanas a la de la luz, portando energías muy superiores a las que producen los aceleradores. Las condiciones atmosféricas del sur de Mendoza —altitud entre 1.200 y 1.400 metros, contaminación lumínica mínima, sequedad extrema— fueron decisivas en la selección del sitio.

La localidad de Malargüe aparece al final del trayecto sin fanfarria: un modesto centro provincial sobre la Ruta 40, a una elevación aproximada de 1.408 metros, flanqueado por cerros volcánicos áridos y con la cordillera de los Andes cercana hacia el oeste. Hay combustible en la estación YPF La Cordillera a la entrada de la ciudad; provisiones disponibles en el supermercado Vea según sea necesario.

Rumo ao sul pela Ruta 40

A partir do Valle de Uco, a rota encontra a Ruta Nacional 40 pouco antes de Pareditas, o pequeno entroncamento que funciona como ponto obrigatório de trânsito entre Mendoza e San Rafael. Em Pareditas há combustível disponível caso necessário antes do longo trajeto para o sul.

Ao sul de Pareditas, a Ruta 40 entra em um de seus trechos mais interessantes. A seção que segue daqui até Malargüe, pavimentada em sua forma atual apenas desde 2019, substituiu um desvio por San Rafael e encurtou a jornada em 100 quilômetros. A estrada atravessa uma zona de transição: a irrigação do vale cede lugar a planícies áridas, as montanhas se elevam e se tornam mais abruptas em direção ao oeste, e a vegetação se reduz a arbustos dispersos. Trata-se da borda setentrional do campo vulcânico de Payunia, e a evidência se acumula conforme os quilômetros passam: fluxos de lava basáltica escura, cones extintos no horizonte, e formações negras ocasionais que interrompem o solo desértico pálido.

Boa parte do percurso para o sul, a partir de aproximadamente o ponto meio entre Pareditas e Malargüe, cilindros brancos de plástico se repetem na pampa em ambos os lados da estrada, dispostos em uma malha regular que se estende ao horizonte em todas as direções. São os detectores de superfície do Observatório Pierre Auger, o maior detector de raios cósmicos do mundo, que abrange 3.000 quilômetros quadrados da Pampa Amarilla. A instalação é composta por 1.600 tanques de água equipados com detectores Cherenkov, cada um com eletrônica, painéis solares e antenas de comunicação, distribuídos em uma grade triangular com 1,5 quilômetros entre cada unidade. Na velocidade legal permitida, leva aproximadamente uma hora atravessar a extensão completa da instalação — uma perspectiva de escala que por si só constitui uma experiência reveladora. O observatório, resultado da colaboração de 17 países e cerca de 350 cientistas, estuda raios cósmicos de energia ultra-alta: partículas que chegam do espaço profundo em velocidades próximas à da luz, carregando energias muito superiores àquelas produzidas por aceleradores. As condições atmosféricas do sul de Mendoza — altitude entre 1.200 e 1.400 metros, poluição luminosa mínima, secura extrema — foram decisivas na seleção do sítio.

A localidade de Malargüe surge ao final do trajeto sem cerimônia: um modesto centro provincial sobre a Ruta 40, numa elevação aproximada de 1.408 metros, ladeado por cerros vulcânicos áridos e com a cordilheira dos Andes próxima em direção ao oeste. Combustível disponível na estação YPF La Cordillera na entrada da cidade; provimentos no supermercado Vea conforme necessário.

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